A prescrição de medicamentos na Odontologia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta sobre a prescrição de medicamentos, estimando que metade deles são prescritos, dispensados e/ou vendidos de forma inadequada. Também alertou para banalização da ingestão, ignorando os efeitos colaterais de curto e longo prazos

O Ministério da Saúde, através do Comitê Nacional para Promoção do Uso Racional de Medicamentos divulgou o relatório Uso racional de medicamentos e medicalização da vida: recomendações e estratégias, com o objetivo de apresentar dados que validam a necessidade de prudência na indicação e uso de fármacos por parte de todos os profissionais de saúde, incluindo os da Odontologia.

A orientação é para que os cirurgiões-dentistas tenham cautela ao prescrever substâncias, pois a utilização indiscriminada de medicamentos no país tem sido motivo de preocupação para autoridades e entidades de saúde.

Contribuição da Odontologia

É importante que os cirurgiões-dentistas contribuam para diminuição do consumo, certificando-se das consequências ao fazer uma prescrição medicamentosa. Profissionais devem levar em consideração, além dos aspectos odontológicos, se o paciente apresenta alguma dependência a certas substâncias, o que pode ser identificado durante a anamnese.

Ao receitar qualquer medicamento, o profissional sempre deve comunicar os riscos, benefícios e efeitos colaterais que podem ocorrer. A doses e o período de ingestão da medicação, bem como dispor-se para esclarecer dúvidas que surgirem durante o tratamento também devem ser informadas.

Em casos de reações durante o tratamento, deve-se identificar o medicamento que ocasionou e o motivo (uso indevido, dose ou tempo de consumo) ou também considerar alguma interação medicamentosa.

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